Pureza perdida
01Set10
O abrir da porta deixa-me livre.
Um pé passa, depois o outro
e desço as escadas.
A cada passo abre um pouco mais
o tecido que cobre o meu corpo.
A pele morena que sobressai,
das vestes brancas
puras como a neve,
reluz nos teus olhos
que espelham o desejo
de manchar o tecido de vermelho.
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