Eco nos silêncios
Enche agora de ti
os espaços que ficaram vazios.
Deixa a tua voz fazer eco nos silêncios
que pouco a pouco queremos desfazer.
Aquece o corpo que se esfriou…
Tira a febre de doenças passadas,
ameniza temperaturas.
Suaviza as rudezas que o tempo obrou
nesta casa, que em risco de queda,
se manteve intacta, esperando
que a porta se abrisse de novo à vida
que trazes no teu olhar…
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A vida que se perdeu…
Não preciso de identidade, preciso de paridade!
Que não me atropelem as questões do que ser e como ser, mas que me encontrem de novo a vida que se perdeu!
Devolvam-me a vontade, essa incerta, que me perdeu no caminho quando no cruzamento, seguimos por estradas diferentes.
Não me inventem papeis, disfarçados de oiro a quem chamam moedas, delas não me alimento. Metal em folhas de papel não perde a natureza fria e dura (a rigidez que não preciso) quando por dentro, de moleza tudo se desfaz, perdendo a consistência necessária para manter o corpo de pé.
Quero a beleza pura das coisas simples… mas o simples perdeu-se na balbúrdia dos dias e permanece agora, sem abrigo, vagueando as intermináveis ruas apinhadas de solidão.
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Lisboa Luso-Brasileira
Na balada de Lisboa,
cidade velha que a viu nascer…
Recebe sempre de braços abertos
o cabelo com que o vento brinca
e o sol beija suavemente,
a pele pálida coberta de preto.
Na balada de Lisboa,
Cidade nova que o acolheu,
Recebe de braços abertos
a pele queimada pelo sol
do outro lado do oceano,
que separa o que fora um império.
Na balada de Lisboa,
cidade esquecida,
que junta dois lados do oceano,
num suave toque e olhar
que perde palavras num beijo.
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Etiquetas:Alexandra Rolo, Brasil, Lisboa, Portugal
não quero entender
eu não sei nada do amor e da poesia nada sei. mas sei quando uma alma rima com a minha.
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